Várias ações desesperadas entre os servidores públicos especialmente os policiais militares estão sendo registradas durante as manifestações pelos atrasos de salários no RN, o que vem preocupando a sociedade.

Com a complicação nos atrasos, vários servidores estão passando fome, sendo ajudados por familiares e amigos, que comovidos com a situação, realizam campanhas de arrecadação de alimentos para suprir as necessidades mínimas de alimentação.

Duas tentativas de suicídios de policiais militares já teriam sido registradas e nesta sexta-feira (4) um policial da reserva foi encontrado morto e a suspeita é que ele tenha tirado a própria vida. Em desespero, outro policial invade a Governadoria e inicia uma greve de fome, chamando a atenção da população e de algumas autoridades. Diante dos fato, ficam os questionamentos.

Existe apoio psicológicos para esses servidores?

Como estão os outros policiais e será que mais alguém estaria na mesma situação emocional e podem também tirar a própria vida? 

Após essa faze, esses policiais estarão em plenas condições de assumirem suas atividades da Polícia Militar?

Infelizmente, todas estas dúvidas já vem acompanhadas com suas respostas. NÃO!

Nenhum desses policiais passará por acompanhamento psicológico porque o número de profissionais para atendê-los é insuficiente, para a necessidade imediata.

Diante dos riscos da profissão, os militares deveriam periodicamente ser acompanhados por psicólogos e dependendo da necessidade, por psiquiatras que avaliariam as condições de cada um para o exercício da função.

Apenas de cada pessoa ser responsável por seus atos, sabemos que se estes atrasos não estivessem acontecendo, nada disso aconteceria.